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sexta-feira, 4 de março de 2016

Para tua informação..." Não tem snake"


Olha olha, mais uma semana que passou. Espero que tenham todos passado muito bem, que não tenham passado fome, que não tenham visto a Quinta e a vossa sanidade mental esteja intacta, e sobretudo que não tenham perdido o vosso telemóvel. 
Esta semana vamos falar de telemóveis, mais propriamente do facto de eles serem as coisas mais importantes das nossas vidas neste momento. Se perdermos o juízo e matamos 15 pessoas na rua é na boa, desde que não te tenhas esquecido do teu telemóvel.
A maioria das pessoas não conseguiria viver sem o telemóvel mais do que meia hora, conseguem viver sem comer hidratos de carbono, mas sem poder postar selfies no facebook, junto a pessoas sem abrigo, não conseguem. Obviamente que as pessoas que nasceram a seguir ao ano 2000 não sabem o que é viver sem telemóveis, não sabem o que é estar à espera de alguém durante uma hora, sem saber onde ela está, daí serem mais impacientes. Os miúdos de hoje em dia são demasiado impacientes, no que dependesse deles, nasceriam ao fim de 1 mês, e já com o Iphone na mão. Um mundo sem telemóveis é neste momento algo impensável, mas em algumas situações era necessária mais restrição. Fui a um café e ao entrar reparei que estava um grupo de 6 amigos a falarem por mensenger! Sim ao lado uns dos outros! O que farão eles quando estão a praticar o coito.



Este problema não é só dos jovens, é de todos! Todos nós saímos de casa sem telemóvel e é como se saíssemos despidos, não é a mesma coisa, uma vez que se sairmos de casa nus sentimos frio, ao passo que se sairmos de casa sem telemóvel apenas não vemos a última notícia sobre a vida dos famosos.
Os telemóveis são companheiros, são companhia, são algo que serve para estragar relações, "quem é aquela porca com quem falas-te?" aquela frase que ninguém do sexo masculino (e em alguns casos feminino) quer ouvir.
Os telemóveis de hoje em dia são só dispositivos para toda a gente saber onde estás, "Ricardo Ribeiro escreveu este texto no café tal, à hora tal, com a companhia tal, #escrevertexto #nãosouanalfabeto #prayforAfrica.
Para terminar devo dizer que nenhum deste smartphones presta, pois nenhum deles tem snake, e nenhum deles quando cai provoca um terremoto no Nepal, #efeitoborboleta.



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Para tua informação..."Um caso peludo"

Nos dias que correm a nossa sociedade tornou-se mais complicada, stress era apenas o nome de um pesticida, hoje, mais que nunca, essa palavra está em cada esquina junto com o cheiro de urina. Foi por motivos completamente opostos que estive ausente e não escrevi para esta maravilhosa crónica, estive de férias nos Açores.
Mas agora que regressei cheguei cheio de força mental para escrever mais um espectacular texto, desta feita, falamos de gente que coloca nomes de pessoas a animais. Para me ajudar a escrever este texto, estou a ouvir o tema "Who let the dogs out".
Vejamos, um animal tem pêlo, é divertido, tem gases... já sei! Vamos chamá-lo Ernesto, é parecido com o meu avô. Chegamos a uma fase da nossa vida que algo nos irrita e não sabemos porquê, para muitos é o Cláudio Ramos, para mim é este tema. Imaginem o próximo cenário, a vossa mulher engravida... tem o filho... vais ao registo civil para o registar, já vais mal disposto porque tens de esperar duas horas e, no fim, davas-lhe o nome de Rex! Ridículo? A resposta é sim! Então se é ridículo porque baptizamos os nossos animais com nomes de humanos? Se tivéssemos alguma vantagem com isso ainda aceitava, o cão poder tirar a carta, ser professor, nadador salvador, o gato... não fazer nada. Durante uma tarde quente de verão uma senhora chegou a uma esplanada onde me encontrava e disse para o empregado que a atendeu "Quero um café e um copo de água para o Matias", neste momento essa mulher reside no Júlio de Matos pois tem amigos imaginários, tudo o que o empregado viu foi um cão. E podem-me dizer: "mas oh Ricardo, as pessoas são livres de chamarem o que quiserem aos seus animais", e eu respondo em forma de pergunta: "E achas bem a Luciana Abreu ter chamado Lyonce Vitória à sua filha?", e a conversa acaba logo por aqui. Os animais de estimação hoje mais que nunca são vistos como família, mas temos de ter calma com estas comparações pois a minha irmã nunca defecou no tapete da sala, o meu tio nunca lambeu o próprio escroto (não foi por falta de tentativas) e a minha avó nunca ladrou a meio da noite... sóbria claro.
Temos de atribuir os nomes como deve ser, o cão chama-se Bobby, o gato Tareco, e a chata da tua prima chama-se "oferecida". Estávamos tão bem encaminhados no que toca à prevenção dos maus tratos a animais e, de repente, só porque fica bonito chamamos ao nosso cão Gonçalo? Onde está a polícia nestes momentos? Provavelmente a passear o Tobias e o Francisco.