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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Para tua informação "A força da ignorância"

Olá e viva a toda a gente. Mais uma semana que passou e mais uma patifaria que o ser humano fez ao ambiente, aos animais que nele habitam. 
Então não é que mataram um golfinho com selfies? Passo a explicar. Na Argentina um golfinho que por ali passava começou a ser passado de mão em mão, na praia para que todos os humanos lindos e espectaculares lhe pudessem tirar uma foto, assim toda a gente ficou satisfeita e ele ficou morto. 
Preocupa-me o facto de ninguém ter pensado, "epa, se calhar se ele sair da água durante muito tempo morre". A humanidade está podre, agora estragaram a relação de amizade que temos com os golfinhos, vamos passear no mar e eles passam e começam a fazer-nos piretes. 
Iniciamos uma guerra contra a natureza há muito tempo, mas esta situação veio relembrar que não é só a reciclagem que deve ser feita, temos também de ter novas atitudes, e eu sugiro até novas pessoas. Se fosse um tubarão as pessoas iriam dizer, "Olha morreu, mas ele também ia crescer e ia matar pessoas" mas um golfinho? Tudo para ficarem com uma foto do golfinho? Espero que tenha valido a pena o sacrifício deste animal. Que exemplo aqueles adultos que estavam naquela praia queriam dar aos filhos? "Tens de tirar um foto, nem que para isso este golfinho tenha de morrer, desde que esteja bem na foto é o que importa!" 
Sei que me vou repetir, mas ninguém pensou que se tirassem o animal da água, este ia morrer? É que faz-me mesmo imensa confusão. Vimos ao longo da história várias espécies a desaparecerem do mapa, só porque ficavam bem como acessório, tentando que elas ficassem menos feias, para ver se os maridos lhe tocavam...
Espero que a mãe desse golfinho que morreu, vire o Rambo e se vingue dos humanos, pegando neles e colocando-os na água para os outros golfinhos tirarem selfies. 
O que é mais grave desta situação, é que ninguém se importou realmente com o golfinho, será que a humanidade está assim tão insensível que nem sequer repara que aquele ser vivo está pouco a pouco a morrer? Isto é a prova de como as modas também matam. Matam a nossa capacidade de ser diferentes, matam a nossa capacidade de discernimento, matam porque temos mesmo mesmo mesmo de tirar uma selfie com um golfinho porque é espectacular. Aos poucos e poucos vamos dando força à frase, "quanto mais conheço os humanos, mais gosto de animais".


sexta-feira, 29 de maio de 2015

Para tua Informação... "Selfes"

“Selfes”

Antes de mais quero dizer que sei que não escrevi selfies, foi de propósito, posto isto tenho a dizer algumas considerações acerca das selfes. As selfes já existem na nossa vida há muito tempo, muitos cientistas dizem que as selfes são uma doença sexualmente transmissível que se espalhou rapidamente pelo mundo, quando os doentes com sífilis dizem um para o outro “tens sífilis? Sim, tenho! Epá ao menos não tens selfes”. Isto é preocupante, hoje em dia é quase que obrigatório tirar selfes, acordo de manhã, selfe, vou tomar o pequeno-almoço, selfe, vou assaltar um banco, selfe, (esta ultima é a preferida do Ricardo Salgado). A selfe é algo que afeta todas as faixas etárias é como a varicela mas faz-me mais comichão. Um dos últimos atos de interação que tínhamos com outros seres humanos era pedir para tirar uma foto e ver esse estranho fugir com a minha câmara, essa interação foi-se com a aparição da selfe, hoje em dia tudo gira a volta deste fenómeno, somos assaltados e…selfe, estamos na rua de repente somos violados e…selfe, sofremos uma tentativa de assassinato “espera aí… põe a arma mais para cima… isso… selfe”.
A FIFA sofre neste momento um escândalo de corrupção, algo que eu pensava que só fosse possível em Portugal, sinto-me até um pouco ofendido por Portugal não participar em algo em que é tão bom, ou seja, a FIFA enfrenta uma situação delicada e… selfe.
Milhões de crianças em África carecem de alimentos, passam fome, sede, não têm escolas, não têm futuro e… selfe.
Milhares de refugiados tentam desesperadamente chegar à Europa através do mar mediterrâneo, muitos não sobrevivem e… selfe náutico.
O Titanic está a afundar, tenho pouco momentos de vida quando oiço alguém que diz “pera aí disseste alguns momentos? Epá bora tirar uma selfe”
Amor, chega-te para aqui vamos fazer amor, vamos antes tirar uma selfe amor… e… selfe.
E como se isto já não fosse mau eis que chega… o pau das selfes, sim o pau! Vocês devem conhecer como a coisa que está sempre a minha frente no concerto, este pau tornou-se quase tão essencial para nossa vida como respirar, digo quase porque como é óbvio o pau da selfe é mais importante, é estranho ouvir homens feitos a dizer, “pera aí mulher, esqueci-me do meu pau em casa” “Deixa tar, também nunca o usas” “não é esse pau mulher é o das selfes”.
Para terminar, o que aprendemos é muito simples, estão a ver o mendigo na rua, tirem uma selfe com ele, estão a ver uma manifestação? Tirem uma selfe com ela, estão a ver aquelas famílias que passam fome? Tirem uma selfe com elas, estão a ver aqueles animais abandonados? Tirem uma selfes com eles, tirem selfes a tudo o que poderem.




PS: A minha namorada é que escreveu este texto eu estava a tirar uma selfe. 








Ricardo "Maria" Ribeiro