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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

"Canta e...mais nada"

Olá! Tudo bem? Como estamos? Sem diarreia? Ainda bem! As saudades que eu já tinha do meu pequeno bloguezinho. Foram longos meses de ausência. Pessoas na rua aproximavam-se de mim e perguntavam-me, "Onde andaste?" E eu respondia sempre, "Não tens nada a a ver com isso!" A verdade é que tive de parar para pensar naquilo que realmente interessa... o Manuel Luís Goucha ainda tem barba? A economia cresceu, o Marcelo Rebelo de Sousa não parou um minuto, escândalos no Governo, no futebol, o Sócrates...nem vou por aí. No meio de tanta confusão e de tantos tópicos qual será o meu tema de regresso? Hummmm.... Já repararam no grande crescimento do número de cantores pimba nos últimos tempos? A verdade é que os cantores pimba sempre existiram, mas nunca em quantidades deste género, aliás Al Gore esteve na web summit para chamar a atenção para este problema. No seu discurso ele diz "os cantores pimba em Portugal estão a causar uma grande libertação de gazes para a atmosfera"(com a quantidade de mer... que "cantam") continuou dizendo que temos de parar este flagelo. Cientistas de todo o mundo são unânimes: dentro de 25 anos o planeta Terra irá deixar de ter recursos para aguentar tantos cantores pimba...em termos de palcos e isso. Portugal já pondera sair do acordo de Paris eliminando assim a possibilidade de cantores pimba actuarem no Olympia. Neste caso seria algo bom, 'tás a ver Trump? Portugal tem de parar de ser o país numero um em poluição sonora! Já chega de Quim Barreiros wannabes! Maria Leal tem mais um single? 
Nunca vi ninguém dar uma segunda hipótese a gonorreia! Mas temos de entender melhor este pimba boom! Se existem inúmeros cantores pimba na actualidade é porque têm uma plataforma para actuarem, neste caso, três! RTP, SIC, TVI! Ao fim de semana é um festival de canções sobre religião, sobre assediar mulheres, sobre sexo, sobre novas maneiras de insinuar que vão fazer sexo com uma mulher atrás de uma igreja não é Zé Malhoa? O que importa às televisões é ganhar dinheiro com os números 760. Ganham dinheiro à custa dos velhinhos que querem ganhar 1000 euros em cartão. E depois como se não bastasse termos níveis elevadíssimos de musica pimba em Portugal tinha que se juntar o pimba ao kuduro ou kizomba! NÃO! NEM PENSAR! Ninguém junta o José Carlos Pereira e a vontade de beber pois não? (Podia escrever uma crónica sem uma piada sobre o José Carlos Pereira e bebida? Podia! Mas não quero desiludir ninguém!) Eu quero viver num país sem este tipo de poluição. Tal como Martin Luther King, eu tenho um sonho! Sonho um dia viver num país que não dá tempo de antena a lixo sonoro. Sonho um dia ver crianças brancas e pretas na rua... a concordar com o facto de que não se deve misturar kuduru e kizomba com pimba. No entanto, nem tudo é mau, a produção do azeite subiu imenso em Portugal!!
Deixo-vos com a imagem de José Sócrates com cabelo de Marco Paulo, e com os seus êxitos musicais.
"Eu peço dois favores..."
"Nossa Independente..."
"Freeport e manias..."
"Prisão, oh prisonsita.."
"Maravilhosa Corrupção...."
A ultima é a minha favorita!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Para tua Informação... “Anos 90”

“Anos 90”

Anos 90! Uma década espetacular, a década da minha infância, a década que deu a conhecer ao mundo o Iran Costa, uma década em que íamos todos contentes para as escolas e brincávamos no recreio e não existia bullying, se algum miúdo se metesse comigo ou gozasse comigo eu respondia logo, “quem diz é quem é” ainda hoje alguns advogados utilizam esse argumento em tribunal. A escola primária ou era de manhã ou de tarde, ou seja, existia uma parte do dia livre para podermos brincar, sim, brincar! Naquela altura saía-se de casa e andava-se de bicicleta, não existia facebook e graças a Deus não existia Hi5, as crianças tinham contacto humano umas com as outras, para não falar que se sujavam na rua sem os pais se preocuparem se se ia apanhar alguma doença. 
Os anos 90 foram marcados por péssimo gosto em música, em televisão, basicamente o que acontece hoje em dia, mas elevado ao quadrado, se querem saber o que traumatiza uma criança bastava pô-la a ver o Big Show Sic (saudades do macaco Adriano). 
Os programas infantis eram apresentados por palhaços bêbedos e que andavam à porrada, sim, durante a tarde e de manhã antes de ir para a escola, a televisão transmitia desenhos animados, ou então ficávamos a saber que começou no A e a seguir vinha o E e depois disso vinha uma carreira musical com 500 géneros musicais e nenhum parece “encaixar”, quando isso acontece é porque se calhar não temos jeito para a música, digo eu. Hoje em dia, antes de as crianças irem para a escola o que vêem? O seu futuro nas cartas de tarot. A RTP transmitia os jogos sem fronteiras, sem medo se as crianças os iriam recriar na escola, (ainda me dói o joelho) mas de tudo o que se transmitiu nessa altura, nada foi tão marcante como “Drangon Ball”, desenhos animados que só poderiam ser transmitidos nos anos 90, ou para pessoas adultas que tenham nascido nos anos 90. Obrigado Sic Radical! Até as boys band dessa altura eram muito mais cool do que as de agora, Backstreetboys, Nsync, os One Direction fazem com que estas bandas sejam icónicas, até as Spice Girls eram mais homens que eles. Em Portugal tínhamos os Excesso, que, como o próprio nome indica, eram demais para os nossos ouvidos, mas ao mesmo tempo tinham um charme irresistível, os Millenium, que já chegaram um pouco mais tarde, mas ainda a tempo de pertencer ao grupo ilustre de boys band Portuguesas que só tinham uma coreografia para todas as músicas. 
Esta foi a ultima grande década para se criar e educar crianças, os pais iam trabalhar e as crianças ficavam sozinhas em casas e no dia seguinte a segurança social não fazia uma visita, os pais batiam se necessário nos filhos e não eram acusados de violência a menores, os alunos tinham respeito pelos professores, os telemóveis podiam ser utilizados para telefonar a pessoas ou construir casas, a Britney Spears era virgem e o Ricky Martin não era gay,  o Titanic pôs toda a gente a chorar e a musica da Celine Dion também (de tão má que era).
Foi uma época maravilhosa, que me marcou, uma época em que cresci e me sinto orgulhoso de dizer que graças a essa época temos uma música para dançar nos casamentos, Macarena! 


Nessa altura perder um jogo de tazos era o pior que nos podia acontecer, isso e se chovesse o que significava que tínhamos de ficar em casa, mas não era o fim do mundo porque tínhamos sempre o walkman para ouvir umas musiquinhas.



terça-feira, 12 de maio de 2015

Nostalgia de desenhos animados #2

Há umas duas semanas saiu a noticia que o Dragon Ball vai voltar! Yupi!!!
A brincar, a brincar passaram 18 anos desde que o último episódio foi para o ar... Fogo, aqui se vê que o tempo passa a correr.
Como todas as crianças e jovens do meu tempo, ver Dragon Ball era algo que ninguém perdia, tipo... Nunca!! Era uma coisa que não eram só os meninos a gostar, nós meninas também gostávamos muito (claro que não era como as Navegantes da Lua, mas isso fica para outra altura).

Quando estava no segundo ano da universidade, a minha escola é que foi o centro de entretenimento para o Dia da Criança. Como a minha turma tinha tido a cadeira de música, pediram-nos para fazermos um género de baby concerto, onde cantávamos algumas músicas da Disney e alguns bonecos animados. Está claro que no reportório não podia faltar a música do Dragon Ball GT! Asneira...
Quando estávamos todos animados a cantar a música, os "piquenos" ficaram com cara de parvos a olhar para nós, a pensarem que éramos maluquinhos da cabeça. Só meia dúzia é que conhecia a música porque tinham irmãos mais velhos. Quem adorou aquilo mais do que nós, foram os monitores que iam com eles que até aí tinham estado apanhar uma seca,  como eram mais ou menos da nossa idade ou mais velhos arrebitaram logo e até cantaram connosco!

Voltando à atualidade...
Estou num mix de sensações, não sei se hei de estar feliz ou um bocado apreensiva. Tudo isto porquê? Porque há uns anos calhou estar a fazer zapping e ver que na Sic Radical estava a dar esta riqueza. Comecei toda animada a ver, mas foi sol de pouca dura. Dei por mim a questionar-me porque raio gostava tanto daquilo, visto que metade do que vi foi um berreiro autentico. Já não me lembro de nadica de nada, por isso acredito que tenha tido azar no episódio. Mesmo assim vou dar o beneficio da dúvida e talvez vá ver como aquilo corre.
Partes negativas à parte, isto traz principalmente  recordações boas, não só a mítica música do GT que o Fernando Alvim nos presenteia em todos os seus concertos, mas também a primeira música 



a do Dragon Ball Z






e outras coisas, tais como:



KAMEHAMEHA (foi o melhor que consegui arranjar em português) 



FUSÃO (lembro-me de imitar sempre esta dancita!)




A nuvem mágica/voadora que me teria dado imenso jeito. O Bubu, o Tartaruga Genial, a Bulma, etc, etc.

Ok, eu sabia que tinha visto um episódio mau. Depois de ver este pequeno vídeo com algumas imagens já me lembrei porque é que gostava tanto, as piadas e a adaptação para o nosso país eram fantásticas!!! 




Quase, quase acabar, deixo-vos uma entrevista com alguns atores que faziam parte do elenco português, que sem eles, não tinha sido tão brutal.

  

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Para quem quiser ler uma notícia mais detalhada sobre o regresso, basta vir aqui.

E não podia acabar sem...

Não percam o próximo episódio porque nós... TAMBÉM NÃO!